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ODISSEIA NAS IMAGENS

Documentário

Com o objectivo de contribuir para uma melhor compreensão do filme documentário e do mundo das imagens em movimento





  • Origem: PORTUGAL - 2002

  • Autoria: Jorge Campos

  • Um programa coordenado por Jorge Campos no âmbito do qual se dá conta de episódios fundamentais da História do Documentário promovendo-se, em simultâneo, um debate sobre os caminhos do documentário na actualidade. O programa recupera o título Odisseia nas Imagens e propõe uma selecção de obras que promovem uma melhor compreensão do relacionamento do homem com o mundo, através de um discurso que suscita tanto uma reflexão sobre os temas abordados, quanto sobre o modo como são abordados. Nesse sentido, Jorge Campos entrevistou alguns dos grandes especialistas contemporâneos, bem como realizadores que ocupam, por direito próprio, um lugar de destaque no percurso de um género que muitos consideram o álbum de família dos povos e ao qual, por isso mesmo, se reconhece o estatuto de bem público. Irit Batsry, Lorencç Soler, Brian Winston, Javier Rioyo, Amir Labaki, Fernando Lopes, Roy Anderssen, William Klein, Nina Rosenblum são alguns dos nomes que constam da lista de entrevistados, cuja presença será recorrente ao longo do programa. Numa altura em que as diversas modalidades de documentários têm procura e aceitação crescentes, nomeadamente por parte dos canais temáticos e dos operadores de televisão de serviço público, a Odisseia nas Imagens prossegue a par do intuito de entretenimento o objectivo de contribuir para uma melhor compreensão do mundo das imagens em movimento. Os primeiros filmes seleccionados remetem para a produção anterior a 1930. São apresentadas duas obras nucleares da História do Documentário: Nanook, o Esquimó, de Robert Flaherty e O Homem da Câmara de Filmar, de Dziga Vertov, filmes que tendo sido realizados antes do aparecimento do cinema sonoro continuam a ser obras cuja modernidade permanece inquestionável: a partir deles, pode não apenas começar a identificar-se o filme documentário, mas também o início de um trabalho teórico que remete para o entendimento da câmara de filmar enquanto elemento de mediação (e de revelação) entre o real e a realidade. Cinema puro, portanto, que vive da gramática das imagens, nos antípodas da vulgata da reportagem televisiva. Com o advento do sonoro o documentário vai empenhar-se nas grandes causas, coabitando com a militância política e com a propaganda. Entre outros a Odisseia nas Imagens vai mostrar The River, de Pare Lorentz, obra sublime do New Deal, Spanish Earth, de Joris Ivens, paradigma do cinema militante, Why we Fight, de Frank Capra, o seriado que serviu aos Estados Unidos para contrariar o isolacionismo e mobilizar os seus oficiais para a guerra contra o nazismo e Nuit et Brouillard, de Alain Resnais, a propósito dos campos de concentração. No rescaldo do colapso do nazi-fascismo e da bomba atómica sobre Hiroshima e Nagasaki o mundo viu-se mergulhado no equilíbrio do terror. Esse período ficou igualmente marcado pela explosão da televisão e, com ela, com uma afirmação sem precedentes da cultura de massas. Sobre essa cultura Umberto Eco escreveu Apocalípticos e Integrados. Do lado do integrado emerge o conformismo: a norma é o paradigma. Do lado do apocalíptico perfila-se a insubmissão: subjaz um intuito redentor. A história deste percurso vai ser contada na Odisseia nas Imagens por Peter Wintonick em Cinema Vérité: Defining the moment, um filme feito para a televisão no ano 2000. Deste período passam igualmente Primary, o filme dos lendários Pennebaker, Leacock, Albert Maysles e Robert Drew, que dá conta das eleições primárias no Partido Democrático em 1960 disputadas pelos candidatos Humphrey e Kennedy e Chronique d´un Été, o filme fundador do Cinéma Vérité da autoria de Jean Rouch e Edgar Morin, no qual o cinema se interroga sobre os seus próprios limites em função do modo como os protagonistas se relacionam com a câmara de filmar. Ainda na linha do cinema directo, de Frderick Wiseman, observador implacável das instituições americanas e um dos ícones do filme documentário contemporâneo, é exibido Basic Training. A última fase da Odisseia nas Imagens remete para o documentário da actualidade. É sabido que a partir de determinada altura os operadores de televisão optaram por uma espécie de pensamento único subordinado ao critério da ditadura da audiência. Nesse quadro o chamado documentário de criação passou para segundo plano. . Hoje, em consequência da revolução digital e da globalização, logo da segmentação e especialização da oferta televisiva, abrem-se novas perspectivas, diversificam-se as abordagens e recuperam-se tendências apostadas no primado da aventura do olhar. Neste contexto, entre outros, exibem-se Havana, Mi Amor, de Uli Gualke, Mr. Death, de Errol Morris, El Juego de Cuba, de Martin Cuenca, Messiah, de William Klein, Blind Child, de Johan van der Keuken, de Artvazd Pelechian e Cinema de Fernando Lopes.



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