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FILMES

M

Título Original: M

Ano:

País:

Realizador: Fritz Lang

    Actores:

Minutos:

Resumo:



    Critícas dos visitantes do Site:





    Título do filme Nome do crítico Cidade Data da Crítica
    M de Fritz Lang Ricardo Costa Pinho -------- 9/25/2002

    Um dos primeiros filmes sonoros, M de Fritz Lang, aproveita essa nova dimensão técnica, integrando-a na narrativa. Ao contrário de Metropolis, que assenta a exploração cinematográfica nos efeitos visuais, M fundamenta-se (mas não depende) na sonoridade para o desenvolvimento da história. Pela primeira vez assiste-se a um cliché auditivo, o assobiar do estribilho que identifica o personagem mesmo quando não está presente na imagem perante o espectador e perante o personagem cego que o reconhece precisamente por este facto. Uma outra inovação fruto da recente introdução do som é a elipse descritiva, revelando ao espectador acções que estão a ser ditas por personagens, abreviando assim o tempo visual necessário para descrever essas passagens. Enquanto a população lê em voz alta o artigo do jornal, por exemplo, vão sendo projectadas outras cenas em que outros personagens lêem o jornal em simultâneo. Num filme sonoro, o silêncio pode trazer uma sensação dramática, mesmo num dos primeiros filmes com som. Quando a mãe chama pela filha para jantar, seguem-se planos silenciosos das escadas e do prato na mesa. Não explicitando o que se passou, torna-se claro para o espectador o destino da filha. Na verdade, Fritz Lang é mestre na insinuação de acontecimentos, cuja mestria vem do cinema expressionista alemão. Isto traz-nos para o campo visual, que o realizador, em resultado da sua experiência no cinema mudo, trabalha com grande destreza e erudição. É o caso das sombras, que podem servir como recurso estilístico ou como eufemismo; os detalhes dados no reflexo de espelhos e vidros; os grandes contrastes claro-escuro (também produto da corrente de film noir em que o realizador se identificava). Elejo a cena em que se vê o balão perdido num poste eléctrico para contar um assassinato sem mostrar a violência fácil, e a cena dos olhares da comunidade de vilões na cena final, em que o branco dos olhos daquelas pessoas todas dá um ar macabro e assustador para o agora «réu» como alguns dos quadros representativos do domínio visual de Fritz Lang. O argumento do filme é característico da época e do cinema negro, quando o partido Nazi se preparava para subir ao poder perante um clima de instabilidade social. A demência do vilão, o clima de violência da sociedade, a polícia opressiva, burocrata, e responsável pelos falsos acusados são sinais dos tempos que se viviam. É de assinalar os suspenses simultâneos, com o paralelismo do vilão que procura mais uma vítima, a mãe que vai esperando uma filha que nunca mais volta, e enquanto a polícia e os bandidos procuram o vilão. A actuação do vilão foi um pouco teatral no discurso final, mas convergiu com sucesso a imagem de uma pessoa normal por cima de uma aberração mental que caracteriza a personagem





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