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FILMES

Gertrud

Título Original: Gertrud

Ano:

País: Dinamarca

Realizador: Carl Dreyer

    Actores:

Minutos:

Resumo:



    Critícas dos visitantes do Site:





    Título do filme Nome do crítico Cidade Data da Crítica
    Gertrud Ricardo Costa Pinho ------- 9/25/2002

    Gertrud foi o último filme do realizador dinamarquês Carl Dreyer, com argumento adaptado pelo próprio realizador de uma peça de teatro com o mesmo nome. E é precisamente o carácter profundamente teatral que o torna um filme difícil. A nomeação para ministro do marido de Gertrud é o pretexto para desencadear a sucessão de eventos que leva Gertrud a pedir o divórcio para viver com o seu amante que afinal não a quer. É uma reflexão grave e solene sobre o amor, compromisso, posse, e liberdade. Mas o centro da atenção de Dreyer não está na história mas no cuidado com que descreve os personagens: todos os personagens são carentes de alguma coisa e vêem-se confrontados com um dilema, seguir o seu caminho ou o caminho que os aproxima ao próximo personagem. Todos seguem o seu caminho e perdem. Os actores são dirigidos como numa peça de teatro: declamam grandes quantidades de texto formal em poses estáticas e orientadas para a câmara, raramente olhando para os olhos do interlocutor. O texto toma toda a função expositiva do filme, já que é apenas pelos diálogos dos personagens que nos apercebemos dos motivos e dos pensamentos dos personagens, e não pela sugestão da câmara. E apesar do constante diálogo entre os personagens, a linguagem corporal sugere que estão afastados – as poses estáticas não comunicam e os olhares não se tocam. A expressão visual do filme é, ainda devido à teatralidade, austera. Os cenários, com paredes próximas da câmara, portas e janelas fechadas, sugerem um palco que não permite uma grande profundidade de campo, dando constantemente a sensação de claustrofobia que justifica a procura da liberdade dos personagens. Os planos são essencialmente fixos nos personagens, e os movimentos, quando os há, fazem planos sequência meramente funcionais que seguem os personagens até ao plano fixo seguinte. As entradas e saídas de cena raramente são feitas através das portas dos cenários, mas antes pelo limite físico do enquadramento. A fotografia parece-me pouco contrastada. Contudo é meticulosamente pincelada com a luz, com manchas luminosas ou sombrias nos rostos e nos cenários. O som do filme é claramente dominado pela palavra. E não poderia ser de outra forma, já que o texto falado toma o papel fundamental da narrativa. Contudo o filme é pautado por dois momentos musicais, e com pequenos apontamentos silenciosos cuja expressão não me parece revestir de importância maior que a do discurso. É um filme difícil. Não é um espectáculo cinematográfico que me fascine. Antes é uma peça de teatro estática, em que –ao contrário do que pede a narrativa clássica- os personagens não se modificam nem conquistam a nossa estima, em que os cenários são reduzidos ao mínimo e deixam transparecer que a acção se passa num estúdio onde se os cuidados vão todos para a técnica da exactidão e da solenidade. É um filme sobre emoções tratado exclusivamente com o intelecto. Não é um filme cativante, mas será um filme brilhante.





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