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FILMES

MONSTER'S BALL - DEPOIS DO ÓDIO

Título Original: Monster's Ball

Ano: 2001

País: EUA

Realizador: Marc Forster

    Actores:

  • Billy Bob Thornton

  • Halle Berry

  • Peter Boyle

  • Heath Ledger

Minutos: 111

Resumo:

Uma família de três gerações tem como ofício serem guardas prisionais do corredor da morte, onde os prisioneiros aguardam a execução. Nestes labirintos de emoções de intensa dramatização, as relações entre as personagens são de uma profundidade que mostram toda a variedade dos sentimentos humanos.



    Critícas dos visitantes do Site:





    Título do filme Nome do crítico Cidade Data da Crítica
    Monster’s Ball - Depois Do Ódio João Pedro Machado Ermesinde 9/28/2002


    “MONSTER’S BALL – DEPOIS DO ÓDIO”, de Marc Forster CLASSIFICAÇÃO: **** (Muito Bom) Este é um filme muito bonito, envolvente, pausado... Creio que exige disponibilidade do espectador para se deixar levar, sem pressas. Transmite uma tranquilidade que persiste após o seu visionamento, quanto mais não fosse por aquela cena final de enorme apaziguamento, que faz lembrar a cena final do também muito belo “The Straight Story – Uma História Simples”, de David Lynch. A realização é cuidada e de um grande bom-gosto. As interpretações são todas muito boas, mas destaco os protagonistas: Billy Bob Thornton e Halle Berry; ambos são magníficos e teria sido lindo que, na noite dos óscares, tal como aconteceu com Halle Berry na categoria de melhor actriz principal, também o nome de Billy Bob Thornton tivesse sido pronunciado quando se anunciou o vencedor na categoria de melhor actor principal; infelizmente, incompreensivelmente, ele nem sequer estava nomeado...



    Título do filme Nome do crítico Cidade Data da Crítica
    Monster’s Ball - Depois Do Ódio Daniel Pereira Ramada 10/02/2002


    Monster’s Ball – Depois do Ódio O racismo é um flagelo social que continua a preocupar o indivíduo comum. É também verdade que em todo o mundo existe esse belo sentimento que se chama amor e que tem a capacidade de ultrapassar qualquer obstáculo. Obstáculos como o racismo ou perdas de entes queridos. A força deste amor, bem como a necessidade do mesmo, é bem evidenciada em Monster’s Ball – Depois do Ódio. Hank Grotowski (desempenho fabuloso de Billy Bob Thornton) é um guarda prisional racista que juntamente com o filho Sonny vai levar a cabo a execução de um negro condenado á morte: Lawrence Musgrove. Sonny não partilha com o pai a aversão a outras raças o que deixa o pai furioso e desiludido. Mais tarde Sonny suicida-se por ser incapaz de continuar a não ser amado pelo pai. Neste ponto surge-nos a reflexão sobre a força que um ideal, neste caso o racismo, é capaz de exercer sobre um indivíduo. É através da não partilha deste ideal entre pai e filho que o primeiro vai assistir, friamente, à morte do segundo. O que será capaz de elucidar um homem que tem mais respeito ao seu ideal do que ao filho? O amor. O amor inesperado. O amor surge na vida de Hank através da pessoa mais inesperada: Leticia Musgrove (outro espantoso desempenho, lançando Halle Berry de vez), ou seja, a viúva do executado Lawrence. Isto acontece após a ajuda de Hank a Leticia (sem ela saber que foi ele quem executou o marido) na noite em que o filho desta é atropelado mortalmente e através de encontros regulares que os dois, a partir daí, vão ter. Consequentemente, têm uma noite de sexo escaldante. É de referir a importância desta cena de sexo. Sexo primitivo filmado friamente (como todo o filme) que funciona como uma libertação de ideais e perdas e confirma aquilo que lhes é mais importante no momento: o seu amor. Renascem. Este ponto de viragem na vida de ambos dá-se após a noite de sexo em casa de Leticia. Hank acorda e vai-se refrescar; ao mesmo tempo, reflectido no espelho situado acima do lavatório vê-se um retrato do falecido marido de Leticia, desenhado pelo falecido filho, pendurado na parede, simbolizando o distanciamento já existente entre o passado e o presente. Marc Forster assina aqui, na sua segunda longa-metragem, uma realização portentosa. O argumento é forte e pesado. No entanto, seria qualquer realizador capaz de filmar todo este material pesado? Nem todos. E menos ainda o transformariam num filme envolto de uma sensação de mal-estar como o fez Forster. O argumento é, muitas vezes, expresso por imagens e não palavras. O espectador é obrigado a ouvir os sons para lá do silêncio, silêncio esse que está bastante presente como, por exemplo, no maravilhoso final. As próprias personagens, que são maravilhosamente interpretadas, são caracterizadas por uma dor interior que, de certa forma, lhes dificulta a comunicação. Tudo isto filmado através de uma fotografia cinzenta e outonal que se enquadra belissimamente. Com vontade de ver o próximo Forster... A não perder.







    Esperamos a vossa colaboração





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