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FILMES

MULHOLLAND DRIVE

Título Original: Mulholland Drive

Ano: 2001

País: EUA/França

Realizador: David Lynch

    Actores:

  • Justin Theroux

  • Naomi Watts

Minutos: 141

Resumo:

Uma mulher que perde a memória após um brutal acidente de carro é ajudada por uma jovem actriz recém chegada a Los Angeles. Universos paralelos, morte, mistério e sensualidade num filme do controverso e genial David Lynch.



    Critícas dos visitantes do Site:





    Título do filme Nome do crítico Cidade Data da Crítica
    Mulholland drive João Pedro Machado Ermesinde 9/28/2002

    “MULHOLLAND DRIVE”, de David Lynch CLASSIFICAÇÃO: ***** (Excelente) Se eu não visse com os meus olhinhos, não acreditava que fosse possível filmar-se assim, com esta perfeição! É que suplanta tudo o que já foi feito, mas... de longe! Assistir a este “Mulholland Drive” no cinema (em televisão, muita da magia desaparecerá, provavelmente...) é uma experiência assombrosa, arrebatadora, arrepiante, deslumbrante; em suma, celestial! Se Eric Rohmer e Woody Allen são os mestres do argumento, David Lynch é o maior realizador do mundo! E mesmo que as protagonistas deste filmes sejam muito boas actrizes, o que as torna especiais é o modo como Lynch as filma... Mas... para quê tentar? Ainda não foram inventadas palavras que se adequem a uma obra destas...! A MINHA INTERPRETAÇÃO DA HISTÓRIA (quem não viu o filme e não quiser conhecer a narrativa, não deve ler esta parte): Diane chega a Hollywood decidida a tornar-se uma estrela. Está um lindo dia de sol! Hollywood é deslumbrante, tal como Diane imaginara. Durante a viagem de avião, tomou conhecimento com um casal de velhotes naturais de Los Angeles, também eles muito simpáticos e hospitaleiros. Diane, depois de se instalar numa casinha (não me recordo se era o número 12...?), começa a ir a audições. Afinal, Hollywood não é tão perfeita... As audições falham uma atrás da outra; Diane acha que tem talento, portanto o problema será de quem faz a escolha. Começa a formar uma teoria da conspiração: os actores já estão escolhidos antes das audições, impostos pelos produtores. É assim que ela conhece Camilla. Camilla será uma dessas sortudas que “conhece as pessoas certas” e fica com o papel que deveria ser para Diane. Diane já perdeu o sorriso, o sonho, a ingenuidade. Já não acredita que possa vir a ser uma estrela; contenta-se com ser uma actriz anónima, com pequenos papéis. Torna-se amiga de Camilla, porque esta lhe pode proporcionar isso. E assim acontece... Mas afinal Camilla revela-se uma pessoa especial. Exerce um fascínio sobre toda a gente, incluindo Diane, que se apaixona por Camilla, sem perceber que se está a apaixonar pelas características que também desejava possuir: uma personalidade forte e cativante e talento para ser actriz. Volta o sorriso, o sonho, a ingenuidade... No entanto, o amor não é correspondido. Camilla relaciona-se sexualmente com Diane, mas, estando integrada no espírito de Hollywood, comporta-se de acordo, ou seja, é promíscua e superficial nos relacionamentos. Envolve-se com um realizador de cinema, beija qualquer mulher que encontre numa festa. Ainda por cima, toda a gente a adora! Toda a gente prefere aquela mulher sem sentimentos a si, Diane, que tem um coração muito mais terno. Começa a desejar que Camilla morra... Decide-se, por fim, a contratar alguém para a matar. O assassino contratado dá-lhe uma chave a que ela terá de dar uso depois da morte de Camilla. Diane vai para casa e espera. Deita-se e adormece. Começa a sonhar... No início do sonho (é o início do filme), um carro percorre uma rua, a Mulholland Drive, de noite. É Camilla a passageira. Não sabe que o condutor do automóvel é quem a deve assassinar... No entanto, algo corre mal, há um acidente e apenas Camilla se salva, mas amnésica. Não sabe sequer o seu próprio nome... Perto dali, está uma cidade iluminada: é Los Angeles. Dirige-se para lá. (Uma pausa na narrativa para fazer uma observação: David Lynch, para o sonho, utiliza o dispositivo que nós já vimos no filme português “Adeus Pai” (lembram-se?): caras que o sonhador conhece, mas fazendo pessoas diferentes da vida real. A única que “faz” o seu próprio papel é Camilla, que, no entanto, não sabe quem é...) Em Los Angeles, Camilla acaba por se refugiar numa casa de uma senhora que vai viajar. Betty (que, no sonho, tem a cara de Diane) chega a Hollywood no dia seguinte. Aqui, Diane recorda a sua própria chegada a Hollywood, só que agora instala-se na casa de uma tia que foi viajar; ou seja, a casa onde está Camilla. A parte do sonho é bastante compreensível e não vale a pena eu descrevê-la ao pormenor. Elas ficam amigas; Betty ajuda Camilla a descobrir quem é. Na mala que Camilla transporta (que pertenceria ao assassino) encontra-se muito dinheiro e uma chave igual à que o assassino dera a Diane. Entretanto, Betty participa numa audição e é fabulosa! (No sonho, tem o talento que desejava ter na vida real...) Há um realizador a quem é imposta uma actriz para o seu próximo filme (que se chama Camilla e tem a cara de uma das amantes de Camilla na vida real), por senhores muito poderosos (Máfia?). Ele começa por resistir, mas acaba por ceder. Aliás, a vida dele desmorona-se, também a nível familiar, com a mulher a traí-lo com outro homem e não deixa de ser curioso que esse realizador tenha a cara do realizador que tem um caso com Camilla na vida real... Diane concretiza, no sonho, a sua vingança para com esse homem que lhe roubara Camilla... O nome Diane Selwin diz qualquer coisa a Camilla... Ela e Betty descobrem uma única Diane Selwin em Los Angeles. Vão à casa dela; ninguém atende à campainha; elas entram por uma janela destrancada e encontram, estendido na cama, um corpo; um corpo sem vida, já ligeiramente “apodrecido”, de uma morena. No seu sonho, Diane, pensando que Camilla morrera, transforma-se no objecto do seu amor (que também é o seu ídolo) e morre também... Betty e Camilla acabam por se envolver sexualmente. Depois, descobrem uma caixa fechada, com uma fechadura. Camilla tenta abrir com a chave que tinha desde o acidente. A caixa abre. Camilla olha para o seu interior. Diane acorda do sonho. Batem à porta. É a vizinha que há três semanas que tenta encontrar Diane (três semanas a dormir? Como é que Diane não suspeitou que algo estava mal nesta “realidade”?). Diane devolve-lhe as suas coisas, vê, em cima da mesa, a chave e, depois da vizinha sair, vai preparar um chá. Camilla surge novamente (“Camilla, you’re back...!”) e desaparece logo a seguir. Diane senta-se a tomar o seu chá. Olha a chave num misto de atracção e repulsa... O que será que a chave abre? (Estará alguém nas traseiras do café?) O seu maior receio concretiza-se: da caixa, aberta pela chave, saem os maiores monstros possíveis: o casal de velhotes que a acompanharam na viagem de avião, que a introduziram em Hollywood, que a introduziram no local que afinal era tudo menos idílico, no local que se veio a tornar a sua perdição! Eles perseguem-na pela casa. Ela pega numa pistola e dispara. Acorda do sonho. Nós ficamos sem saber o que se segue porque o filme acaba. Agora as duas cenas de que não falei, propositadamente: a cena do homem a contar o seu sonho ao amigo e a cena do espectáculo a que Camilla e Betty vão assistir. Estas duas cenas são as pistas que David Lynch nos oferece para desvendar todo o filme. Ou seja, a banda que se houve, mas não está lá; a mulher que parece que canta, mas que, ao perder os sentidos, percebemos que não era ela, porque continuamos a ouvir a mesma coisa... É muito fácil sermos iludidos! E se quando estamos a contar um sonho a alguém, estivermos nesse momento a sonhar (como acontece naquela terrível cena do homem a contar o seu sonho ao amigo)? E se acordarmos de um sonho, mas afinal o que aconteceu é que sonhamos que acordamos, mas ainda estamos a sonhar (que é o que acontece a Diane no fim)? Por vezes, é difícil distinguir a realidade da ilusão. Por isso o “Silencio!”. Se deixarmos de ouvir a banda, acaba a ilusão. Diane acordou!





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