Make your own free website on Tripod.com

UM MUNDO DE CINEMA, MÚSICA, TV E BANDA DESENHADA

Posters Tamanho Grande // Miniposters // Posters Originais Cinema // Fotografias 15x10cm // Fotografias 25x20cm// Photosets // Postais // Autocolantes // Pins // Portachaves// Livros de/e Sobre Cinema // Banda Desenhada

Bem vindo à nossa base de dados de filmes

FILMES

DANCER IN THE DARK

Título Original: DANCER IN THE DARK

Ano: 2000

País: Dinamarca

Realizador: Lars von Trier

    Actores:

  • Björk

  • Catherine Deneuve

  • David Morse

Minutos: 140

Resumo:

Uma emigrante checa na América, de nome Selina, trabalha para poder pagar uma operação que o seu filho necessita, já que tal como ela, pode perder a visão se não for operado.

    Critícas dos visitantes do Site:







    Título do filme Nome do crítico Cidade Data da Crítica
    Dancer in the Dark Ricardo Costa Pinho -------- 9/25/2002

    Com um desenvolvimento dramático intenso, Dancer in the Dark, de Lars von Trier conta a história de uma jovem mãe que parte para os Estados Unidos para curar a doença hereditária que conduz o seu filho à cegueira. Na escrita do seu argumento Lars von Trier opta por uma narrativa profundamente melodramática, uma forma bastante usada no cinema popular dos anos cinquenta, acumulando em Selma, a personagem principal, uma série exagerada de acontecimentos adversos que, tendo talvez a finalidade de transformar a história de uma emigrante numa autêntica «epopeia», acaba por retirar ao enredo algo da sua verosimilhança. Contudo, ao contrário da crítica comum aos filmes musicais de que as pessoas não começam a cantar e a dançar espontaneamente e sem motivo aparente, neste filme a imaginação de Selma perante o mundo infausto torna-se uma explicação plausível de escape para o segundo «patamar» do filme: o musical propriamente dito. Composto por Björk, o musical representa uma espécie de história paralela que fica acima da narração principal servindo de alívio dramático. As transições entre os dois patamares estão bem conseguidas, pelo acumular de ruído ritmado antes da passagem para a música. Com a intenção de reproduzir os musicais norte-americanos, a nível formal a estratégia do realizador de colocar as cerca de 50 câmaras a filmar em simultâneo não pareceram, no entanto, resultar na perfeição, pois a coreografia não foi assim totalmente aproveitada em filme. Os momentos de silêncio são também bem aplicados, coincidindo com a decadência da visão de Selma e com o progressivo desfecho fatal. O aspecto formal aparentemente descuidado, filmado com a câmara na mão como se se tratasse de um filme caseiro, sendo uma característica geral dos filmes do realizador, conferem a Dancer in the Dark um particular sentido de realismo, o que favorece o efeito dramático da história. A caracterização dos personagens é excelente, não caindo na antagonia fácil entre personagens unidimensionais bons ou maus. A personagem principal, Selma, contudo é descrita como uma pessoa exageradamente boa e ingénua até ao limite da credibilidade, acabando por criar no espectador -nomeadamente na forma como mata Bill, ou nas respostas que dá em Tribunal- a sensação de que se tratará de uma espécie de retardada mental. A actuação de Björk, não sendo actriz, é bastante razoável, apesar de ter sido fruto de uma má direcção de actores (lembrando as histórias de terror de Stroheim). Dancer in the Dark é um filme rico em detalhes de toda a espécie que revelam a investigação histórica, política e cinematográfica da época em que o filme decorre, e é mais acessível ao espectador comum, muitos dos quais desconhecendo a obra de von Trier mas atraídos pelas «celebridades» mediáticas Björk e Catherine Deneuve. Cumpre a função de crítica social tocando a discrepância entre a realidade transmitida pelos musicais norte-americanos e a realidade dos imigrantes e trabalhadores explorados em fábricas, e a perseguição ideológica de McCarter, não pelo lado óbvio mas pelo lado da manipulação (não necessariamente no mau sentido) das emoções do espectador.



    Esperamos a vossa colaboração





    VOLTAR CRÍTICAS DE FILMES

    VOLTAR PAG. INICIAL